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É a menor unidade
estrutural básica do ser vivo. É descoberta em 1667 pelo inglês
Robert Hooke, que observa uma célula de cortiça (tecido vegetal
morto) usando o microscópio. A partir daí, as técnicas de observação
microscópicas avançam em função de novas técnicas e aparelhos
mais possantes. O uso de corantes, por exemplo, permite a identificação
do núcleo celular e dos cromossomos, suportes materiais do gene
(unidade genética que determina as características de um indivíduo).
Pouco depois, comprova-se que todas as células de um mesmo
organismo têm o mesmo número de cromossomos. Este número é
característico de cada espécie animal ou vegetal e responsável
pela transmissão dos caracteres hereditários. O corpo humano tem
cerca de 100 trilhões de células. |

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•Membrana:
Formada por uma dupla camada de fosfolipídios, bem como por proteínas
espaçadas e que podem atravessar de um lado a outro da membrana.
Algumas proteínas estão associadas a glicídios, formando as
glicoproteínas. Controla a entrada e a saída de substâncias.
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•Fosfolipídios
- fosfato (PO4-3) associado a lipídios(gorduras). São os
principais componentes das membranas celulares. A região do
fosfato("cabeça") se encontra eletricamente carregada
(região polar) enquanto que as duas cadeias de ácidos
graxos(pertencentes ao lipídio)não apresentam carga elétrica
(região apolar).
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•Glicoproteínas: associação de proteínas com glicídios (açúcares)
presentes nas células animais em geral. Os glicídios recobrem as células
como "pêlos" protegendo-as contra agressões do meio
ambiente e retendo substâncias, como nutrientes e enzimas,
constituindo o glicocálix.
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•Retículo endoplasmático (RE): atua como transportador de
substâncias. Há duas formas: O R.E. liso, onde há a produção de
lipídios, e o R.E. rugoso, onde se encontram aderidos a sua superfície
externa os ribossomos, sendo local de produção de proteínas, as
quais serão transportadas internamente para o Complexo de Golgi.
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| •Mitocôndria:
Organela formada por duas membranas
lipoprotéicas. Dentro delas se realiza o processo de extração
de energia dos alimentos que será armazenada em moléculas de
ATP (adenosina trifosfato). É o ATP que fornece energia
necessária para as reações químicas celulares. |

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| •Lisossomo:
estrutura que apresenta enzimas digestivas capazes de digerir
um grande número de produtos orgânicos. Realiza a digestão
intracelular. É importante nos glóbulos brancos e de modo
geral para a célula já que digere as partes desta
(autofagia) que serão substituídas por outras mais novas, o
que ocorre com freqüência em nossas células. |

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| •Complexo
de Golgi: são
bolsas membranosas e achatadas, que podem armazenar e
transformar substâncias que chegam via retículo endoplasmático;
podem também eliminar substâncias produzidas pela célula,
mas que irão atuar fora dela (enzimas por exemplo). Produzem
ainda os lisossomos. |

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| •Centríolos:
São estruturas cilíndricas, geralmente encontradas aos
pares. Dão origem a cílios e flagelos (menos os das bactérias),
estando também relacionados com a formação do fuso acromático. |

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•Cloroplasto:
organela formada por duas membranas e por estruturas discóidais
internas. É a sede da fotossíntese, pois contém moléculas de
clorofila que capturam a energia solar e produzem moléculas como
glicose que poderá ser utilizada pelas mitocôndrias para a geração
de ATP. |
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•Parede
celulósica: constituída por celulose (polissacarídio) e também
por glicoproteínas (açúcar + proteína), hemicelulose (união de
certos açúcares com 5 carbonos) e pectina (polissacarídio). A
celulose forma fibras, enquanto as outras constituem uma espécie de
cimento; juntas formam uma estrutura muito resistente. |
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•Vacúolo:
Estrutura derivada do retículo endoplasmático que pode conter líquidos
e pigmentos, além de diversas outras substâncias. |
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Uma
das principais características da célula eucarionte é a presença
de um núcleo de forma variável, porém bem individualizado e
separado do restante da célula:
Ao microscópio óptico o núcleo
tem contorno nítido, sendo o seu interior preenchido por elementos
figurados. Dentre os elementos distingem-se o nucléolo e a
cromatina.
Quando uma célula se divide, seu
material nuclear (cromatina) perde a aparência relativamente homogênea
típica das células que não estão em divisão e condensa-se numa
serie de organelas em forma de bastão, denominadas cromossomos. Nas
células somáticas humanas são encontrados 46 cromosssomos.
Há dois tipos de divisão
celular: mitose e meiose . A mitose é a divisão habitual das células
somáticas, pela qual o corpo cresce, se diferencia e realiza
reparos. A divisão mitótica resulta normalmente em duas células-filhas,
cada uma com cromossomos e genes idênticos aos da célula-mãe. A
meiose ocorre somente nas células da linhagem germinativa e apenas
uma vez numa geração. Resulta na formação de células
reprodutivas (gametas), cada uma das quais tem apenas 23
cromossomos.
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Nas
células somáticas humanas são encontrados 23 pares de
cromossomos. Destes, 22 pares são semelhantes em ambos os sexos e são
denominados autossomos. O par restante compreende os cromossomos
sexuais, de morfologia diferente entre si, que recebem o nome de X e
Y. No sexo feminino existem dois cromossomos X e no masculino
existem um cromossomo X e um Y.
Cada espécie possui um conjunto
cromossômico típico ( cariótipo ) em termos do número e da
morfologia dos cromossomos. O número de cromossomos das diversas
espécies biológicas é muito variável. A figura abaixo ilustra o
cariótipo feminino humano normal:
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O
estudo morfológico dos cromossomos mostrou que há dois
exemplares idênticos de cada em cada célula diplóide.
Portanto, nos núcleos existem pares de cromossomos homólogos
. Denominamos n o número básico de cromossomos de uma espécie,
portanto as células diplóides apresentarão em seu
núcleo 2 n cromossomos e as haplóides n cromossomos. Cada
cromossomo mitótico apresenta uma
região |
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estrangulada denominada
centrômeroou constrição primária que é um ponto de
referência citológico básico dividindo os cromossomos em
dois braços: p (de petti) para o braço curto e q para o
longo. Os braços são indicados pelo número do cromossomo
seguido de p ou q; por exemplo, 11p é o braço curto do
cromossomo 11.
Além da constrição primária
descrita como centrômero, certos cromossomos apresentam
estreitamentos que aparecem sempre no mesmo lugar: São as
constrições secundárias.
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De acordo com a posicão do
centrômero, distinguem-se alguns tipos gerais de cromossomos:
Metacêntrico: Apresenta um
centrômero mais ou menos central e braços de comprimentos
aproximadamente iguais.
Submetacêntrico: O centrômero
é excêntrico e apresenta braços de comprimento nitidamente
diferentes.
Acrocêntrico: Apresenta centrômero
próximo a uma extremidade.Os cromossomos acrocêntricos humanos
(13, 14, 15, 21, 22) têm pequenas massas de cromatina conhecidas
como satélites fixadas aos seus braços curtos por pedículos
estreitos ou constrições secundárias.
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Processo
pelo qual as células de animais se dividem, produzindo, cada uma,
duas células idênticas à original. A reprodução de células-filhas
iguais à original tem como finalidade repor as células mortas no
organismo, ou possibilitar o aumento do número delas nos processos
de crescimento. Outro processo de divisão celular é a meiose, que
produz duas células com metade dos cromossomos da célula-mãe.
No período que antecede a mitose,
ocorre a duplicação dos cromossomos, numa fase denominada de
interfase. Então, os filamentos simples de cromossomos passam a ser
duplos, recebendo o nome de cromátides. Nas células humanas, os 23
cromossomos passam a ser 23 pares, unidos por um ponto denominado
centrômero.
A divisão da célula realiza-se
em cinco diferentes fases: prófase, prómetafase, metáfase, anáfase
e telófase.
Prófase – No núcleo da célula,
os cromossomos condensam-se e passam a ser cada vez mais curtos e
grossos. No citoplasma, massa fluida dentro da célula na qual o núcleo
está mergulhado, os dois centríolos (organóides que se localizam
junto ao núcleo e respondem pelo movimento dentro das células) se
duplicam e começam a migrar em direções opostas.
Prometáfase – A membrana
nuclear rompe-se e os cromossomos espalham-se pela célula. Estes irão
se prender no conjunto de fibras, cujas extremidades terminam próximas
aos centríolos, agora já localizados em pólos opostos na célula.
Metáfase – O conjunto de
fibras, denominado fuso acromático, forma uma "ponte"
entre os dois centríolos, que estão localizados nas extremidades
da célula. As cromátides permanecem no meio da célula.
Anáfase – Os centrômeros
rompem-se, os pares de cromossomos separam-se em lotes idênticos e
são puxados para os pólos opostos da célula na direção dos
centríolos, indo constituir o núcleo das células-filhas.
Telófase – Os cromossomos de
cada pólo entrelaçam-se, de modo que não se pode mais
distingui-los separadamente, até ficarem invisíveis e serem
envolvidos dentro de um novo núcleo. As fibras do fuso desaparecem
e a célula começa então a se dividir, dando origem a duas células
independentes.
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Processo
de divisão celular no qual células diplóides, ou seja, com dois
lotes de cromossomos, dão origem a quatro células haplóides, com
apenas um lote de cromossomos.
Essa forma de divisão possibilita
a formação dos gametas (células sexuais). Nas células humanas
diplóides existem 46 cromossomos. Através da meiose, elas passam a
ter 23 cromossomos. No processo de fecundação humana, ocorre a união
de dois gametas dos pais, resultando em um ovo com 46 cromossomos. A
meiose é responsável pela diversificação do material genético
nas espécies. A reprodução sexuada permite a mistura de genes de
dois indivíduos diferentes da mesma espécie para produzir
descendentes que diferem entre si e de seus pais em uma série de
características.
A meiose ocorre em duas etapas
que, por sua vez, se subdividem em prófase, prómetafase, metáfase,
anáfase e telófase. A fase que antecede a meiose é conhecida como
interfase, quando os cromossomos da célula se duplicam e se
apresentam como filamentos duplos, as cromátides.
Prófase 1 – Os cromossomos homólogos,
ou seja, que possuem a mesma forma e constituição, se juntam
formando pares. Cada par de cromossomos é composto por quatro cromátides,
ligadas por dois centrômeros, que são pontos que as unem. Nesse
estágio existe uma recombinação do material genético, denominado
como permuta ou crossing-over.
Prometáfase 1 – As cromátides
tomam forma espiral. A membrana do núcleo desaparece, fazendo com
que elas se espalhem no meio da célula.
Metáfase 1 – As cromátides
encontram-se presas por um conjunto de fibras, denominadas fuso
acromático.
Anáfase 1 – Os grupos de quatro
cromátides separam-se em grupos de dois, sendo levados cada um
deles aos pólos opostos da célula.
Telófase 1 – Os cromossomos
condensam-se e os pólos da célula reorganizam-se em dois novos núcleos.
Logo depois a célula divide-se em duas, dando fim à primeira fase.
A segunda fase da meiose é mais
simples.
Prófase 2 – Os núcleos das
duas células desaparecem e as cromátides espalham-se pelo
citoplasma.
Metáfase 2 – O fuso acromático
ocupa as regiões centrais, mantendo presas as cromátides na região
equatorial da célula.
Anáfase 2 – O ponto que une os
pares de cromátides se parte, dividindo-as. Cada um começa, então,
a ser puxado para os pólos opostos.
Telófase 2 – Os cromossomos
condensam-se, os núcleos reaparecem e o citoplasma, massa fluida
dentro da célula na qual o núcleo está mergulhado, se divide
dando origem a duas novas células.
Veja
mais sobre meiose clicando aqui... |

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