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Relações harmônicas intra-específicas:
1)Colônias - colônias são associações
harmônicas entre indivíduos de uma mesma espécie, anatomicamente
ligados, que em geral perderam a capacidade de viver isoladamente. A
separação de um indivíduo da colônia determina a sua morte.
Quando as colônias são constituídas por
organismos que apresentam a mesma forma, não ocorre divisão de trabalho.
Todos os indivíduos são iguais e executam todas as funções vitais.
Essas colônias são denominadas homomorfas ou isomorfas.
Como exemplo, podem ser citadas as colônias de corais (celenterados), de
crustáceos do gênero Balanus (as cracas), de certos protozoários,
bactérias, etc.
Quando as colônias são formadas por indivíduos
com formas e funções distintas, ocorre urna divisão de trabalho. Essas
colônias são denominadas heteromorfas. Um ótimo exemplo é o
celenterado da espécie Phisalia caravela popularmente conhecida
por "caravelas". Elas formam colônias com indivíduos
especializados na proteção e defesa (os dactilozóides), na reprodução
(os gonozóides), na natação (os nectozóides), na flutuação (os
pneumozóides), e na alimentação (os gastrozóides).
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2)Sociedades - as sociedades são associações
entre indivíduos da mesma espécie, organizados de um modo cooperativo e não
ligados anatomicamente. Os indivíduos componentes de uma sociedade se
mantêm unidos graças aos estímulos recíprocos.
Ex: alcatéia, cardume, manada de búfalos, homem, térmitas (cupins),
formigas, abelhas.
Descrição sobre a sociedade das Abelhas
melíferas:
A sociedade formada pelas abelhas melíferas (Apis
mellifera) comporta três castas distintas: as operárias, a rainha
e os machos ou zangões.
Uma colméia de abelhas melíferas pode conter de
30 mil a 40 mil operárias. São elas as grandes reponsáveis por todo o
trabalho executado na colméia. As operárias transportam o mel e o pólen
das celas de armazenamento para a rainha, zangões e larvas,
alimentando-os. Produzem a cera para ampliar a colméia, limpam-na dos
detritos e de companheiras mortas e doentes. Procuram, no exterior da colméia,
o néctar e o pólen. Além disso, guardam e protegem a colméia.
As operárias vivem, em média, seis
semanas. São todas fêmeas estéreis.
A rainha apresenta a mesma constituição genética
que as operárias. A diferenciação entre elas se faz pelo, tipo de
alimento recebido na fase de larva. Enquanto as larvas das futuras operárias
recebem apenas mel e pólen, as larvas que se desenvolverão em rainhas são
também alimentadas com secreções glandulares de operárias adultas.
Essas secreções recebem o nome de geléia real.
Cada colméia de abelhas melíferas só tem uma
rainha adulta. Esta controla as operárias graças a secreção de uma
substância denominada feromônio. Essa substância se espalha por
toda a colméia, passando de boca em boca. 0 feromônio inibe o
desenvolvimento do ovário das operárias, impossibilitando-as de se
tornarem rainhas.
Quando a rainha adulta abandona a sua colméia
para construir uma nova, ela é seguida por cerca de metade das operárias.
Inicialmente, esse novo grupo permanece enxameado durante alguns dias, em
torno da rainha, num local ainda não definitivo. A seguir, o enxame se
fixa em um abrigo apropriado. Uma nova colméia surgirá graças à produção
de cera pelas operárias.
Na colméia antiga, aparece uma nova rainha e as
que estavam em desenvolvimento são destruídas. Essa nova rainha, ao sair
para o "vôo nupcial", libera o feromônio, que estimula os zangões
a segui-Ia. Durante o vôo nupcial, a rainha é fecundada. Dependendo da
espécie de abelha, a rainha poderá ser fecundada por apenas um zangão
ou por vários.
A rainha, uma fez fecundada, volta à colméia,
onde, após algum tempo, reiniciará a postura de ovos. Esta se prolongará
por 5 a 7 anos. Os ovos fecundados originarão rainhas e operárias e
os não fecundados, os zangões. Enquanto as rainhas e operárias são
diplóides; ou 2n pois resultam de óvulos fecundados, os zangões são
haplóides ou n.
Os zangões são alimentados da mesma forma que
as operárias. Delas diferem por serem haplóides ou n. Os zangões
originam-se de óvulos não fecundados, portanto, partenogeneticamente. São
importantes no vôo nupcial, pois fertilizam a rainha nessa ocasião. Essa
é a única atividade realizada pelos zangões; terminado o vôo nupcial,
voltam também à colméia. Como são incapazes; de se alimentar sozinhos,
são mortos a picadas pelas operárias ou expulsos da colméia, morrendo
conseqüentemente, de inanição.
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