A superfície da Terra é habitada
por inúmeras espécies de seres vivos e já há muito tempo o Homem se
interessa em conhecê-los e estudá-los, mas essa é verdadeiramente uma
tarefa árdua devido à grande quantidade e à grande diversidade destes
seres no planeta.
Você com certeza conhece vários animais. Já
os viu, tocou ou tomou conhecimento de sua existência através da
televisão, de um filme, de uma coleção de selos, de um livro....
Existem, aproximadamente, dois milhões de espécies
animais vivendo nos mais diversos ambientes. Muitas outras espécies
viveram nos tempos geológicos e são conhecidas na forma de fósseis.
É provável que, de muitos animais, você só
conheça a forma externa e de outros apenas o nome vulgar. Talvez você
nunca se tenha perguntado corno surgiram na Terra. Corno evoluíram? Por
que a diversidade entre eles é tão grande? Como são classificados?
Onde e como vivem nos ambientes terrestres?
Talvez você tenha criado peixes ornamentais,
gatos, cachorros, cavalos ou mesmo sapos, aranhas ou lagartos como
animais de estimação.
Acredito que esse contato partiu de sua
curiosidade de conhecê-los. A princípio, talvez, você tivesse medo
deles. Esse medo de qualquer animal, mesmo que se trate de um inseto
inofensivo, é fruto da falta de conhecimento sobre a vida do animal.
tenho certeza que, à medida que você for conhecendo os animais e
descobrindo a sua importância, desaparecerá a sensação de medo.
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Como podemos estudar os animais?
Um animal pode ser estudado sob diferentes
aspectos. Por exemplo, se alguém resolve estudar um peixe, ele pode
estudar a forma e o funcionamento de um órgão ou de todo o animal. Pode,
também, estudar o comportamento do animal no ambiente ( como captura seu
alimento, qual o tipo de alimento, modo e época de acasalamento, etc) e
seu relacionamento com os outros seres vivos e com os fatores físicos e
químicos do ambiente.
Portanto, ao se iniciar um estudo, é necessário
determinar em que nível de organização se quer analisar o animal:
partindo do indivíduo , ou ao nível das relações desse indivíduo com
o ambiente.
Os principais níveis de organização, em
sentido decrescente, utilizados para o estudo de um organismo são:
Organismo --> Sistemas --> Órgãos --> Tecidos --> Células
--> Organelas --> Moléculas.
Tomando um sapo como exemplo de organismo
ou indivíduo, poderíamos observar a divisão do corpo em cabeça,
tronco e pernas ou destacarmos a localização de narinas, olhos, boca,
etc., estudando assim a morfologia externa do animal.
Para estudar a anatomia interna, você terá que
dissecá-lo. Ao abri-lo você observa uma série de estruturas organizadas
em sistemas ou aparelhos como o sistema digestivo, excretor,
nervoso, etc.
Analisando cada um destes sistemas, você verá
que são formados por órgãos e esses por tecidos, que por
sua vez são formados por células. Examinando diferentes células
ao microscópio, você notará que elas apresentam uma série de
estruturas comuns que são as organelas.
Continuando a análise, estudando urna organela
você chegaria às moléculas das diversas substâncias que a
formam. Estas substâncias é que são responsáveis pelo funcionamento e
pelas propriedades específicas de cada uma das organelas.
Você pode também estudar os níveis de organização acima de organismo
(ou indivíduo), que são:

Como você já viu, o sapo
isoladamente é um organismo. Se reunirmos vários sapos da mesma espécie
termos uma população de sapos. Ao reunirmos populações de sapos
com outras populações como as de peixes, de aves, de plantas, de cobras,
etc., teremos uma comunidade ou biocenose.
Considerando essa comunidade juntamente com o
meio físico ( a água, a atmosfera, o solo, etc.) teremos um ecossistema.
Reunindo os vários ecossistemas temos a biosfera.
Devido a essa complexidade de fatores
envolvidos no estudo dos animais em geral, a Zoologia foi sendo
desmembrada em áreas se interesse mais específico à medida que os biólogos
foram se especializando em determinados aspectos do estudo de animais.
Assim, surgiram subdivisões como a anatomia (que estuda a forma
interna e externa), a fisiologia (que estuda o funcionamento dos órgãos),
a embrioIogia (que estuda o desenvolvimento embrionário), a parasitologia
(que estuda os organismos parasitas), a genética (que estuda os
mecanismos de transmissão das características hereditárias), a histologia
(que estuda os tecidos) entre outras. Como a Zoologia tornou-se muito
vasta impedindo que um mesmo cientista tivesse domínio sobre todas as
suas áreas, houve a necessidade do surgimento de biólogos especialistas
em um grupo ou grupos de animais, como os entomólogos
(especialistas em insetos), os mamologistas (especialistas em mamíferos),
os ornitólogos (especialistas em aves) entre outros.
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