RádioVestiba  

Home | Vestibular | MED Universitario | RádioVestiba | Terceirão | Colégios | EJA | Escola Técnica | Concursos


CursoPreUniversitario



Universitário no Google+

 
 
 
 
 
 

 
Universidades
  UFRGS
  PUCRS
  UFCSPA
  Instituições Públicas
  Instituições Privadas

 
Vestibular
  Inscrições
  Gabaritos
  Listão
 
Carreiras
  Profissões
  Área Médica
  Direito
  Engenharias
  Intercâmbio

 
Governo
  Enem
  Prouni
  MEC

 
Diversas
  Atualidades
  Ecologia
  Eventos Culturais
  Ciência
  Tecnologia


Notícias FÍSICA

FÍSICA

Nasa utiliza telescópio espacial para estudar energia escura

24/08/10 - VEJA (AC) Imprimir

Astrônomos da Nasa utilizaram uma "lente galáctica" para descobrir a verdadeira quantidade de energia escura presente no cosmos. Com o auxílio do telescópio Hubble, eles conseguiram tirar vantagem de gigantescas "lentes de aumento" naturais do espaço - aglomerados massivos de galáxias - para enxergar, pela primeira vez, de onde ela vem. Com isso, esperam explicar o que é de fato a energia escura, que até hoje existe somente em teoria. A força misteriosa, descoberta em 1998, está fazendo com que o universo se expanda cada vez mais rápido. 

O novo método desenvolvido pelos astrônomos da Nasa para resolver o que talvez seja o maior quebra-cabeça do universo foi divulgado dia 20 de agosto, em um artigo na revista americana Science.

A ciência ainda não sabe muito bem o que é a energia escura, mas sabe que grande parte do universo é composto por ela — por volta de 72%. Outra parte, 24%, é composta por matéria escura, cuja natureza também é misteriosa, porém mais fácil de ser estudada por causa da influência gravitacional na matéria que conseguimos ver. O resto do universo, meros 4%, é composto pelos átomos. 

Lente de aumento - O novo estudo analisou imagens que o telescópio Hubble fez do aglomerado de galáxias chamado 1689, que age como uma lente de aumento gravitacional. A gravidade do aglomerado faz com que as galáxias atrás dele sejam distorcidas em formas variadas, como se fossem vistas através de uma lente de aumento.

De acordo com o cientista Priyamvada Natarajan, da Universidade de Yale (EUA), "a geometria, o conteúdo e o destino do universo estão intimamente ligados". Ele disse ainda que "se soubermos dois desses fatores, podemos deduzir o terceiro. Já conhecemos bem do que o universo é feito, então se detalharmos a geometria dele poderemos descobrir qual é o destino que nos espera", completou.

Usando essas imagens, os cientistas conseguiram descobrir como a luz mais distante, vinda das galáxias atrás do aglomerado, é distorcida por ele — uma característica que depende da natureza da energia escura. O método também depende de medições da distância e velocidade em que as galáxias do fundo estão viajando em relação a Terra. A equipe usou esses dados para quantificar a força da energia escura que está fazendo com que nosso universo se acelere. "O que eu gosto sobre nosso novo método é que ele é bastante visual", disse Eric Jullo, astrônomo do Jet Propulsion Lab e autor do artigo publicado na Science, em entrevista ao jornal inglês Daily Mail. "É possível literalmente ver a gravidade e a energia escura distorcer as galáxias do fundo em arcos", disse.

Os cientistas esperam poder tirar vantagem da nova técnica para aprender mais sobre o papel da energia escura em nosso universo. Jullo ainda disse que a expansão do universo não só continuaria, mas também iria se acelerar indefinidamente. 




Digite a palavra-chave para pesquisar no banco de dados de NOTÍCIAS

 

     
       
Compartilhar