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PROFISSÕES

A carreira de Engenheiro Elétrico

13/10/10 - Zero Hora - Vestibular (AC) Imprimir

Na onda do aquecimento da economia brasileira, a carreira de engenheiro anda em potência máxima. A indústria a mil por hora, grandes empreendimentos saindo do papel e explorações de novas fontes de energia tornaram a profissão essencial para o crescimento do país.

Por ter uma grande amplitude, desdobrando-se em vários ramos de atuação, a engenharia elétrica é uma das especializações mais absorvidas atualmente pelo mercado, cada vez mais ávido por profissionais do setor. Eletrônica, informática, geração de energia, telecomunicações (telefonia móvel, fixa, rádio, TV digital), geradores, microeletrônica, automação industrial etc. O leque vasto é um dos principais atrativos para quem escolhe seguir essa carreira.

Para quem não gosta ou não tem desenvoltura com números, o curso talvez não seja indicado.

– Tem de ter habilidade com física e matemática. É o cimento e tijolo da profissão, tem de gostar – afirma o coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Hamilton Klimach.

O curso, de cinco anos, tem um currículo padrão dividido em três núcleos. O primeiro ensina matemática, física, química, informática e eletricidade básica. O segundo passo é o profissionalizante, quando os estudantes aprendem sobre eletromagnetismo, circuitos, eletrônica analógica e digital. Por fim, os alunos começam a escolher uma área na qual irão se especializar. As disciplinas específicas formam engenheiros capazes de atuar tanto em eletrônica quanto em telecomunicações digitais.

– O mercado está aquecido. O setor ficou muito diversificado. Pode-se trabalhar até na área da saúde, por exemplo, com equipamentos de biomedicina, de exames – diz Klimach.

Estudantes costumam sair da universidade empregados

Ao se formar, o profissional não precisa abandonar o Estado para crescer. O Rio Grande do Sul é um dos polos brasileiros, com indústrias e empresas de alto desenvolvimento e com capacidade de empregar os engenheiros recém saídos do forno. O interior gaúcho também virou centro fornecedor de engenheiros elétricos. Com laboratórios bem equipados, conquistam alunos de todos os cantos do Estado. De acordo com o coordenador do curso na Universidade de Passo Fundo (UPF), Paulo Sérgio Corrêa Molina, alunos graduados no Interior conseguem empregos no país inteiro e também no Exterior.

– A maioria já sai empregada. As escolas não estão conseguindo dar conta, o déficit de recursos humanos aumenta a cada ano – aponta o professor da UPF.

A falta de profissionais, que preocupa os docentes, transforma-se em oportunidade para estudantes. Conforme o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de São Paulo (Crea-SP), o Brasil forma de 30 a 40 mil engenheiros por ano, bem abaixo da média de países como China, Índia e Japão, que colocam no mercado até 300 mil pessoas por ano.

Injeção na carreira

Do quarto da casa, o hoje engenheiro elétrico Anderson Dick, 29 anos, construiu o seu futuro. Durante a faculdade, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ele projetou um sistema de injeção eletrônica, atualmente usado em todo o país por veículos de corrida ou carros transformados.

– Foram três anos trabalhando 12 horas por dia até o projeto virar realidade. Foram sete protótipos fracassados até o primeiro funcionar de forma perfeita – conta Dick.

O equipamento, que serviu de base para o seu trabalho de conclusão, transformou-se em negócio. O engenheiro formado em 2004 teve de sair do quarto para montar uma empresa na Capital e partir para uma nova função: a de empresário. Dick administra a FuelTech, que hoje tem 30 funcionários, sendo 15 engenheiros.

– Hoje eu trabalho mais com administração. Mas o meu conhecimento em engenharia é fundamental para coordenar os trabalhos – afirma.

Com o perfil empreendedorista, Dick seguiu um rumo totalmente diferente dos seus colegas de curso.

– A maioria está empregada em grandes empresas ou no serviço público. Eu ia fazer um estágio na Mercedes-Benz, na Alemanha, quando eu estudava, mas não pude ir. Hoje não penso em ir para uma grande empresa. Meu futuro está aqui – conta.

A engenharia elétrica não foi sua única opção na hora do vestibular. Por influência do pai, tentou arquitetura. Como passou em engenharia, resolveu cursar e se apaixonou pela profissão.

– Tem de gostar de matemática e física. Na verdade, tem de gostar do que se faz – resume o engenheiro-empresário.

O que faz: o campo de atuação se alastrou nos últimos anos. Podem trabalhar em eletrotécnica, em eletrônica, na automação industrial e em telecomunicações.
Mercado: o planejamento e a operacionalização de sistemas de energia absorvem a maioria dos profissionais. A demanda por esse engenheiro é maior do que a oferta. O campo de atuação inclui todos os tipos de indústrias, fábricas, empresas públicas e privadas de telecomunicações, multimídia, TV a cabo, radiodifusão e todas aquelas que tenham sistemas automatizados.
O curso: cinco anos de duração
Remuneração: O salário médio inicial varia entre R$ 3,5 mil e R$ 5,5 mil.
Onde estudar: PUCRS, UCS, UCPel, Ulbra, Unijuí, Unisc, Unisinos, UPF, IFSul,UFRGS, UFSM, Unipampa




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