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Geografia: entenda a profissão de geógrafo

- - NT - adaptado de G1 - 29/05/07 (FK) Imprimir



Saber observar o espaço físico, estar atento às questões sociais e gostar de trabalho de campo são características essenciais a um geógrafo, dizem especialistas da área. Ter formação multidisciplinar e interesse por entender as mudanças territoriais também são apontados como fatores importantes.



O curso oferece formação em licenciatura e bacharelado. Na maioria das faculdades, o estudante consegue fazer as duas graduações em cerca de cinco anos e meio.

O trabalho é diferente de acordo com a formação de cada profissional. Quem faz opção pela licenciatura pode ensinar a todos os níveis de ensino: fundamental, médio e superior. Já os bacharéis só podem dar aulas em instituições de ensino superior, pois têm uma formação mais voltada para a pesquisa e projetos de campo.

Para atuar no setor público, privado e não governamental fazendo projetos e analisando relatórios, o bacharel precisa tirar registro em um Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). Só com o cadastro ele pode assinar um projeto. A pessoa formada em licenciatura não pode retirar esse documento. Atualmente, 479 geógrafos são registrados no Crea de São Paulo.

De acordo com Rodrigo Martins dos Santos, vice-presidente da Associação dos Profissionais Geógrafos no Estado de São Paulo (Aprogel), alguns profissionais conciliam a atividade de bacharel com a licenciatura atuando com educação ambiental, principalmente em ONGs.

Profissionais no país

Não há dados de quantos geógrafos atuam hoje no Brasil. No entanto, de acordo com a Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), estima-se que cerca de 70% dos formados na área sejam licenciados. “A maioria dos alunos cursa licenciatura porque o mercado de trabalho é garantido”, diz o professor Edvard Elias de Souza Filho, chefe do departamento de geografia da Universidade Estadual de Maringá (UEM buscar), no Paraná.

Para o presidente nacional da AGB, Edvaldo César Moretti e outros profissionais da área, o campo de atuação do bacharel, apesar de não ser tão bom quanto o dos professores, está em expansão e a oferta de empregos tende a aumentar. “O mercado ainda não é o adequado, mas está em expansão principalmente na área ambiental e de geoprocessamento”, cita.

O bacharel também atua na área de planejamento territorial (urbano e rural), desenvolvimento sustentável, demarcação de terras indígenas, de áreas de quilombolas e caiçaras, implantação de assentamentos de reforma agrária, avaliação de potencial turístico.

Curso

O curso de geografia seja bacharelado ou licenciatura em geral tem duração de quatro anos. Após concluir uma das graduações, o estudante pode fazer mais algumas disciplinas e ter diplomação nas duas habilitações, sem precisar fazer vestibular de novo. Segundo coordenadores de curso, muitos estudantes optam por ter as duas formações.

Durante um ano ou um ano e meio os alunos de ambas as graduações têm aulas das mesmas disciplinas como sociologia, estatística, economia, climatologia, cartografia, geomorfologia, entre outras.

Nos períodos seguintes, os estudantes de licenciatura assistem a aulas de práticas de ensino, psicologia da educação, didática geral, entre outras, e devem fazer estágio em salas de aula e apresentar relatórios ao professor orientador.

Já os alunos de bacharelado cursam disciplinas como sensoriamento remoto, teoria da regionalização, planejamento regional e ambiental. O estágio não é obrigatório na maioria das faculdades. No final do curso, no entanto, o estudante deve elaborar uma monografia.

Área ambiental e de geotecnologias devem empregar mais bacharéis

O profissional pode fazer diagnóstico sócio-ambiental, relatórios e análises de impactos. As geotecnologias são usadas para projetos de planejemanto territorial.

Os estudantes que pretendem se formar em bacharelado devem estar atentos à área ambiental e de geotecnologias. Segundo especialistas, esses setores são os que mais estão gerando empregos.

“As pessoas estão se preocupando mais com área ambiental. Desde a década de 90, todo empreendimento que provoca impacto ambiental precisa de um estudo e de um relatório específico”, afirma Edvaldo César Moretti, presidente nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB).

Na área ambiental, o profissional faz diagnóstico sócio-ambiental, relatórios e análises de impactos, gestão de unidades de conservação, estudos de licenciamento ambiental, planos de manejos, entre outras atividades.

Já as geotecnologias utilizam instrumentos para fazer projetos de planejamento territorial como mapeamento digital, sensoriamento remoto, sistema de posicionamento global (GPS) e sistemas de informações geográficas.

“O mercado cresceu muito nos últimos anos e o geógrafo está sendo mais valorizado, principalmente na área ambiental, de gestão de recursos hídricos e de geotecnologias, cita o coordenador do curso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG buscar), Antônio Magalhães”.

Na avaliação do geógrafo Rodrigo Martins dos Santos, vice-presidente da Associação dos Profissionais Geógrafos no Estado de São Paulo (Aprogeo), todas as áreas da geografia moderna possuem um bom mercado de trabalho. Além das já citadas ele aponta também o planejamento territorial e as questões de diversidade cultural como a demarcação de terras indígenas e a atuação na área de reforma agrária.

Segundo ele, atualmente, o profissional não pode mais atuar segmentado apenas nos setores tradicionais como a geografia física (relevo, clima, solo, vegetação, etc.), humana (estudos urbanos, rurais, de população, entre outros) e a cartografia. “O profissional deve utilizar os conhecimentos dessas áreas na geografia moderna, atuando em equipes multidisciplinares”, afirma.

A professora Márcia Ajala, coordenadora do curso da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT buscar), cita como promissor também o trabalho na área de turismo, dando consultoria para hotéis e empreendimentos.



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