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Brasil fica em 2º em lista de imigrantes mais empregados

- - BE - Adaptado de G1 (FK) Imprimir


Os brasileiros estão em segundo lugar na lista das 50 comunidades de imigrantes com maior taxa de emprego nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).



Segundo o relatório "Perfil das populações imigrantes no século 21", divulgado nesta quarta-feira, 65,9% dos imigrantes brasileiros que vivem em países da zona OCDE, que reúne 30 países, a grande maioria ricos, estão empregados.

De acordo com o relatório da organização, apenas a Nova Zelândia, com 71,1%, tem um índice de imigrantes empregados maior do que o Brasil.


O relatório se baseia na estimativa de que 543 mil brasileiros vivam hoje nos países que compõem a organização.


O número parece baixo diante dos cálculos do Itamaraty, que estima haver 1,5 milhão de brasileiros (450 mil legalizados) apenas nos Estados Unidos, país que faz parte da OCDE.


O economista da organização e co-autor do estudo Jean-Christophe Dumont ressaltou, porém, que os dados foram compilados dos países que compõem a OCDE e que nem todos eles dispõem de informações sobre imigrantes ilegais.


Portugal

Segundo Dumont, o resultado em relação ao Brasil se explica em parte pelo fato de brasileiros caracterizarem uma imigração voltada para o trabalho e para países com grandes índices de emprego entre imigrantes.


"Os principais países de destino dos imigrantes brasileiros, que são o Japão, os Estados Unidos e Portugal, têm elevados índices de emprego entre a população estrangeira", disse o economista da OCDE.


"Portugal, por exemplo, passou a acolher recentemente, nos últimos dez ou 15 anos, um número expressivo de imigrantes. O país precisou de mão-de-obra, principalmente no setor da construção, o que tornou fácil encontrar um emprego em Portugal."


O índice de emprego entre os imigrantes em Portugal atinge 72,4% e é maior do que a taxa de emprego das pessoas nascidas no país, que é de 65,9%.


Imigrantes europeus

Pode parecer estranho que brasileiros, que precisam de autorização para trabalhar na Europa, possam ter mais emprego do que os próprios europeus que vivem em outros países do continente, especialmente no caso da União Européia, por onde cidadãos dos países-membros podem circular livremente.


Jean-Christophe Dumont diz, porém, que a explicação desse fenômeno pode estar no próprio perfil dos imigrantes europeus.


O economista lembra que italianos, espanhóis e portugueses emigraram nos anos 50 e 60 por razões econômicas para outros países da OCDE e hoje representam uma população imigrante de idade mais avançada e, portanto, aposentada.


Mais da metade dos imigrantes italianos que vivem em países da OCDE não trabalham. Entre imigrantes alemães e britânicos, essa taxa está em torno de 40%.


No caso da Alemanha e da Grã-Bretanha, muitos desses imigrantes são aposentados com grande poder aquisitivo que decidiram passar a velhice em países mais quentes, como a Grécia e a Espanha.


América Latina

O relatório de 200 páginas sobre a imigração no século 21 também mostra que as nações da OCDE reúnem mais imigrantes de países originários da América Latina do que da Ásia.


Com 19 milhões de pessoas, os latino-americanos representam cerca de 25% da população estrangeira vivendo em países da zona OCDE e estão fortemente concentrados em um pequeno número de países como Estados Unidos, Espanha e Canadá. Os asiáticos totalizam 16 milhões.


Em 2000, havia cerca de 57 milhões de pessoas nascidas em países não-membros da OCDE vivendo nos países da zona.


Os imigrantes dos países não-membros representam apenas cerca de 5% da população total da zona da OCDE e somente 1,1% da população de seus países de origem.


O relatório também analisou o grau de escolaridade dos imigrantes. No caso do Brasil, 32% têm ensino fundamental, 40% médio e 27% superior.



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