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Leitura na internet substitui livros?

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O que significa ler, na era digital? Será que a leitura na internet substitui os livros "de verdade"? A discussão acontece entre criadores de políticas educacionais e especialistas em leitura ao redor do mundo, além de envolver grupos como o Conselho Nacional de Professores de Inglês e a Associação Internacional de Leitura.



Com a queda e a estagnação das notas de adolescentes em testes padrão de leitura, alguns argumentam que as horas gastas navegando na Internet são inimigas da leitura - diminuindo a alfabetização, destruindo os níveis de atenção e dilapidando uma preciosa herança cultural comum que existe apenas por meio da leitura de livros.

Mas outros dizem que a Internet criou um novo tipo de leitura, que não deve ser desprezado por escolas e pela sociedade. A web inspira adolescentes que poderiam passar a maior parte de seu tempo de lazer vendo televisão, a ler e a escrever.

Pelo menos desde a invenção da televisão, os críticos alertam que a mídia eletrônica vai acabar com a leitura. A diferença agora, dizem alguns especialistas em alfabetização, é que passar tempo na Internet, mesmo que seja procurando alguma coisa no Google, requer alguma interação com textos. Poucos que acreditam no potencial da Internet negam o valor dos livros. Mas eles argumentam que é pouco realista esperar que todas as crianças leiam "O Sol É Para Todos", de Harper Lee, ou "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen, por diversão. E os que preferem contemplar a televisão ou apertar botões em um controle de videogame, eles dizem, ainda podem se beneficiar pela leitura na web. Na verdade, alguns especialistas em leitura dizem que a capacidade de leitura online vai ajudar muito mais as crianças quando elas começarem a procurar empregos da era digital.

Alguns proponentes das virtudes da web dizem que as crianças devem ser avaliadas por sua proficiência na Internet assim como são testadas quanto à sua compreensão de textos impressos. A partir do ano que vem, alguns países vão participar de novas avaliações internacionais de alfabetização digital, mas os Estados Unidos, por enquanto, vão ficar de fora.

Os jovens "não se incomodam tanto como nós, pessoas mais velhas, com leituras que não se enquadrem ao padrão linear", disse Rand Spiro, professor de psicologia educacional na Universidade Estadual do Michigan que está estudando as práticas de leitura dos usuários de Internet. "E isso é uma vantagem, porque o mundo mesmo não é linear, e tampouco é organizado em compartimentos ou capítulos separados".

Alguns tradicionalistas preferem advertir que a leitura digital é o equivalente intelectual da teoria de que existem "calorias vazias", que não engordam. Muitas vezes, eles afirmam, os escritores que utilizam a Internet empregam um jargão misterioso que incomoda os pais e professores. Ao ler em ziguezague a cornucópia de palavras, imagens, vídeos e sons, eles afirmam, os usuários mais se distraem do que se beneficiam. E muitos jovens passam a maior parte do tempo que dedicam à Internet jogando alguma coisa ou enviando mensagens, atividades que envolvem um mínimo de leitura.

Os defensores da web como veículo de leitura acreditam que os usuários que lêem na rede podem um dia superar em número os leitores de livros. Ler cinco sites, um artigo de opinião e um ou dois posts em blogs, dizem alguns especialistas, pode ser mais enriquecedor do que ler apenas um livro.

"Ler um livro de 400 páginas demora muito tempo", disse Spiro, da Universidade Estadual do Michigan. "Em um décimo do tempo", ele afirma, a Internet "permite que o leitor cubra mais aspectos de um tópico, e de pontos de vista diferentes".

Os leitores que preferem a web são persistentemente fracos no que tange a determinar se a informação que estão recebendo é confiável. Em um estudo, Donald Leu, que pesquisa alfabetização e tecnologia na Universidade do Connecticut, convidou 48 estudantes a visitar um site paródico na web, o http://zapatopi.net/treeoctopus, sobre uma espécie mítica conhecida como "polvo arbóreo do Pacífico Noroeste". Cerca de 90% dos visitantes não perceberam a piada e catalogaram o site como fonte confiável.

Alguns especialistas em alfabetização dizem que a leitura em si deveria ser redefinida. Interpretar vídeos ou imagens, dizem eles, pode ser uma capacidade tão importante quanto a de analisar uma novela ou poema.

"A garotada usa sons e imagens de modo que eles podem ter um mundo de idéias a aproximar que não envolvem necessariamente a linguagem verbal", disse Donna Alvermann, professora de linguagem e de educação para a alfabetização na Universidade da Geórgia. "Os livros ainda não estão excluídos da parada, mas são apenas uma das maneiras de experimentar informação disponíveis no mundo atual".

Os Estados Unidos estão divergindo das políticas de número cada vez maior de países. No ano que vem, pela primeira vez, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que administra testes de leitura, matemática e ciências a uma amostra de estudantes de 15 anos de idade em mais de 50 países, acrescentará ao procedimento um teste para aferir a capacidade de leitura eletrônica. Os Estados Unidos não participarão. Uma porta-voz do Instituto de Ciências da Educação, divisão de pesquisa do Departamento de Educação norte-americano, disse que realizar um teste a mais representaria uma sobrecarga para as escolas.

Mesmo aqueles que se mostram mais preocupados com a preservação dos livros reconhecem que as crianças precisam de uma gama mais ampla de experiências de leitura. "Parte do processo deve envolver a leitura informal que eles praticam em e-mails ou em sites da web. Acredito que todas essas coisas sejam necessárias a eles", disse Gay Ivey, professor da Universidade James Madison, que se dedica a estudar a capacidade de leitura e escrita dos adolescentes.

Por Motoko Rich.
Tradução: Paulo Migliacci.


 

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