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Enade dá ao vestibulando a chance de conhecer melhor faculdades e cursos.

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Escolher um bom curso superior está ficando mais fácil. Desde a semana passada, os vestibulandos contam com um novo e mais completo conceito já oferecido pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

Mais do que checar o conhecimento dos estudantes na prova, o Ministério da Educação (MEC) apontou a qualidade dos cursos em 16 áreas usando seis critérios. No Estado, 165 receberam notas de 1 a 5.

A nova fórmula do Ministério da Educação (MEC) leva em conta a nota dos alunos na prova do Enade, o IDD, que é o índice que traduz o quanto a faculdade acrescentou na formação do aluno, combinados com informações sobre os professores (titulação e carga horária) e a opinião dos próprios alunos sobre a infra-estrutura e o ensino no curso, que é registrada na hora do exame por meio de um questionário. A nota foi divulgada oficialmente como preliminar, porque as faculdades poderão reverter a avaliação fazendo melhorias. Mas, por ser o mais completo já divulgado pelo ministério, foi batizado de superconceito, pois servirá de referência para a concessão ou renovação de licenças de funcionamento de cursos.

Entre as variáveis que compõem a nota, diz o ministério, estão os fatores mais importantes em uma avaliação de curso superior. Por isso, ela deve pesar para o estudante na hora de escolher a graduação. E, para quem já é acadêmico, um instrumento sério de luta para ampliar a qualidade do diploma.

– O aluno é o principal ator do espetáculo que é a formação de alguém. Antes, podia acontecer de uma comissão do MEC ir a uma instituição e ver uma ótima infra-estrutura. Mas se ela não impacta a vida do aluno, se o estudante não considera que tem a sua disposição boas condições, ela não tem relevância. Temos certeza que agora acertamos – diz Ronaldo Mota, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação.

Nota 3 é considerada uma boa formação, diz MEC

Conforme o secretário, a nota 3 é a que prevalece no país (53%). Ela representa o mínimo exigido pelo ministério. Por isso, quem ficou na média ou obteve a nota 4 pode aceitar o conceito. Caso contrário, a faculdade pode pedir a visita dos avaliadores. Os cursos com notas 1 e 2 não terão escolha. Receberão obrigatoriamente as comissões para que assumam o compromisso de melhorar a qualidade, sob pena de serem descredenciadas.

– A nota 3 não é medíocre. É um piso bastante razoável para uma boa formação universitária – diz o secretário.

No Rio Grande do Sul, 230 cursos foram avaliados. Dos 165 que receberam o novo conceito, 86 ficaram com a nota 3 (52%). Quatro receberam a nota máxima – três ficaram entre os tops do país com três notas 5 – e 18 foram reprovados (10%) com nota 2, a mínima recebida no Estado.

Quem ficou entre os 25 melhores do país (com três notas 5)
Medicina (UFCSPA)
Medicina (UFRGS)
Veterinária (UFRGS)
Cursos com conceito 5 no Estado
Medicina (UFCSPA)
Medicina (UFRGS)
Veterinária (UFRGS)
Odontologia (UFRGS)
Faculdades com conceito abaixo da média no Estado
Biomedicina (Unicruz)
Educação Física (Urcamp/Bagé, Urcamp/São Borja, Unicruz)
Enfermagem (Univates, Fac. Santa Clara)
Farmácia (UCPel, Urcamp/Bagé, Unicruz)
Fisioterapia (Urcamp/Bagé)
Medicina (Ulbra)
Veterinária (PUCRS/Uruguaiana, Urcamp/Alegrete, Urcamp/Bagé, Unicruz, Ulbra)
Nutrição (Univates)
Odontologia (Ulbra/Torres)
Para visualizar os desempenhos do Estado, acesse o site da Zero Hora. Para os desempenhos do País, acesse Inep - Portal Enade.

Meu curso tem nota baixa. E agora?

Desempenho da faculdade abaixo da média deve ser incentivo para alunos lutarem por mais qualidade no curso

Houve um tempo em que a grife da faculdade era um pré-requisito do mercado. Em cursos mais tradicionais, como Medicina, Engenharia e Direito, o nome da instituição onde o candidato estudou ainda conta. Mas o mercado mudou muito. Quem garante é a psicóloga paulista Sofia Esteves do Amaral, da Cia de Talentos, um dos braços da DM Recursos Humanos, especializada em orientação de carreira e seleção de trainees para grandes empresas.

– Quem faz a escola é o aluno. O nome da universidade pode ser um critério, mas a partir de um momento da seleção, o que importa é a atitude de cada um. Não há escola que desenvolva a atitude pessoal. Aprender é, em boa parte do tempo, uma experiência individual e intransferível – afirma Sofia.

Garantir a busca do conhecimento é o caminho de todo estudante. Sobretudo para os mais de 5 mil alunos dos 18 cursos gaúchos privados que, preliminarmente, estão reprovados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). No Estado, 13.237 acadêmicos passaram pela prova que avaliou 230 cursos em 2007. E, apesar de a maioria estar em escolas pagas (180), nenhum recebeu nota máxima. A estatística se repetiu no Brasil. Dos 3.239 cursos avaliados, 1.745 são privados e também não houve nota máxima.

Professor de psicologia da educação e do mestrado e doutorado da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Fernando Becker, considerou a divulgação das notas uma pressão saudável do MEC sobre as instituições.

– Estávamos precisando disso no país. O ideal seria que os alunos pudessem abandonar os cursos fracos, mas infelizmente nem sempre é possível. Então, o melhor caminho é lutar coletivamente para pressionar a instituição a melhorar a qualidade. Não fazer política partidária, mas uma política estudantil para melhorar a educação – diz o professor.

Professor da UFRGS na área de política pública e educação de adultos, Raimundo Helvécio Aguiar avalia que, entre as hipóteses para a baixa qualidade, estão a proliferação exagerada de cursos e a má qualidade do ensino, que vem caindo desde a educação primária, e faz com que os alunos cheguem mais fracos ao Ensino Superior.

Com a nova avaliação do MEC, que dessa vez não se restringe a uma simples prova, alunos, professores e instituições terão ainda mais motivos para melhorar. O conceito servirá para renovar licenças de funcionamento. Todos terão tempo para se adaptar e, em breve, mudar a cara do Ensino Superior brasileiro.

Dicas aos estudantes
- Seja um estudante ativo, buscando o que julga necessário. Iniciativas como leituras e a procura de cursos extracurriculares são diferenciais que enriquecem a formação.
- Fique atento e lute pelo aumento da qualificação do seu curso. A melhor forma de fazer isso é coletivamente, pois a reclamação individual tem pouco efeito.
- Discuta com seus amigos ações de mobilização dentro do curso. Participar de associações estudantis e diretórios acadêmicos é um caminho.
- Cobre das direções dos cursos a troca de professores que não têm qualificação adequada.
- Exija laboratórios e bibliotecas equipados com o material necessário ao aprendizado.
- Verifique se a sua instituição incentiva a produção científica de educadores e estudantes. Quanto maior o investimento em pesquisa, maiores os ganhos em qualidade.
Fontes: Fernando Becker, professor de psicologia da Educação da Faculdade de Educação da UFRGS e dos cursos de mestrado e doutorado da UFRGS, e Raimundo Helvécio Aguiar, professor da Faculdade de Educação da UFRGS na área de política pública e educação de adultos.

O novo conceito

Para chegar às notas do conceito preliminar que servirá de critério para credenciamento de cursos, o MEC usou a nota da prova do Enade, com peso de 40%, o IDD, que é o índice que compara o desempenho de calouros e formandos (30%). O restante da nota foi composto pela informação do ministério sobre o corpo docente (percentual de doutores e regime de trabalho dos professores) e a opinião dos estudantes sobre o ensino e a infra-estrutura dos cursos, retirada dos questionários respondidos por quem participa do Enade.

Enade 2008

Já está marcada para o dia 9 de novembro, às 13h, a próxima prova do Enade. As instituições têm até o dia 31 para inscrever os alunos habilitados – os que tiverem concluído entre 7% e 22% a carga horária do curso (ingressantes) e os estudantes com pelo menos 80% do currículo (concluintes). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) se encarrega de selecionar os participantes. A lista com os sorteados é divulgada em 26 de setembro.

Os próximos cursos:

Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharia, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química. Passarão também pela prova os cursos superiores de tecnologia em: Construção de Edifícios, Alimentos, Automação Industrial, Gestão da Produção Industrial, Manutenção Industrial, Processos Químicos, Fabricação Mecânica, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores e Saneamento Ambiental.

Alunos da Urcamp admitem parte da responsabilidade

As notas ruins obtidas por seis cursos da Universidade da Região da Campanha (Urcamp) surpreendeu os alunos da instituição. Ao representar mais de 30% dos 18 cursos gaúchos avaliados com nota abaixo da média no Enade, os estudantes acreditam que o resultado ruim pode ter sido fruto de desleixo na hora do exame:

– O pessoal faz a prova de qualquer jeito. Não se dão conta de que isso vai ser horrível para a nossa imagem como futuros profissionais. O resultado é a prova da irresponsabilidade de alguns alunos – diz Valquíria da Luz Freire, 22 anos, estudante do 6º semestre de Fisioterapia.

A colega Josiane Ayres, 24 anos, reforça que, no ano passado, até aulas de reforço a universidade ofereceu.

– Não acho que o resultado tenha sido justo. Nosso curso é muito bom – ressalta Josiane.

Nas turmas de Farmácia, o assunto virou tema de debates e perplexidade.

– O curso é super puxado, temos só bons professores. Somos dos poucos cursos de Farmácia no Estado que incentiva com afinco a pesquisa científica. Achávamos que iríamos receber uma boa nota – avalia Oslana Fialho, 44 anos, estudante do 9º semestre.

Um dos cursos mais procurados da Urcamp, a Medicina Veterinária também teve conceito ruim. Os alunos reconheceram parcela de culpa, mas admitiram não acreditar na metodologia de avaliação do Enade:

– É, eu mesmo não fiz a prova. Poderia ter feito, assim como outros colegas, e o resultado teria sido melhor. A faculdade é boa, mas a metodologia desse exame não é das melhores. Não dá para avaliar 70 cadeiras numa prova só – defende Alan Cardec Marques, 25 anos, aluno do 9º semestre.

Dos seis cursos da Urcamp que tiveram nota baixa, quatro ficam no campus de Bagé (Farmácia, Fisioterapia, Veterinária e Educação Física), um no de Alegrete (Veterinária) e outro no campus de São Borja (Educação Física).




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