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Bolsas do governo e linhas de crédito são alternativas para universitário sem dinheiro

MA -   F:  UOL



Ficar de fora das listas de aprovados das universidades públicas não significa, necessariamente, ter de adiar os planos de fazer um curso superior. Para fugir das mensalidades altas - ou pelo menos deixá-las para depois - linhas de crédito estudantil e programas de bolsa como o Prouni podem ser as alternativas para os estudantes com poucos recursos.




Com inscrições abertas até 12/12/08, o Prouni dá bolsas que cobrem metade ou todo o valor da mensalidade em faculdades particulares.

Prouni

O que é: Bolsa de 50% ou 100% no valor da mensalidade
Vantagem: curso sai de graça ou pela metade do preço
Limitações: para concorrer à bolsa integral, renda familiar não pode passar de R$ 622,15 por pessoa, ou R$ 1.245 por pessoa no caso de bolsa parcial
Requisitos: ter feito ensino médio em escola pública e ter média 45 no Enem
São 156.416 bolsas para o primeiro semestre de 2009.

O desconto integral vale para quem tem renda familiar menor que R$ 622,15 por pessoa (R$ 2.488,60 para uma família de quatro pessoas, por exmeplo).

As bolsas de 50% são concedidas para famílias com ingressos menores que R$ 1.245 por pessoa.

Para os dois casos, é preciso ter, no mínimo, 45 no Enem 2008, nas provas objetiva e de redação. Só alunos de escolas públicas podem pedir a bolsa do Prouni.

O desconto vale para as instituições participantes do programa.


Financiamento do governo

Fies

O que é: empréstimo da Caixa para financiar até 100% das mensalidades
Vantagem: estudante só começa a pagar depois de 1 ano de formado e tem até 96 meses para pagar, no caso de ter financiado 4 anos de faculdade, por exemplo
Limitações: universitário começa vida profissional já endividado
Requisitos: estudar em curso com conceito 4 ou 5 no Enade
As linhas de crédito estudantil permitem pagar as mensalidades, ou parte delas, depois de formado. As taxas de juros variam conforme o programa.

No Fies, financiamento do governo federal, são cobrados 6,5% ao ano. Para os cursos que formam professores (pedagogia, normal superior e licenciaturas) e superiores de tecnologia, as taxas são de 3,5%.

É possível pedir emprestado até 100% do valor das mensalidades e começar a pagar um ano depois de se formar. O valor pode ser dividido em período de até o dobro do tempo que estudante estudou com financiamento.

Quem pegou um empréstimo para 4 anos de faculdade, por exemplo, pode pagar em até nove anos (um de carência, mais 96 parcelas mensais). Se a mensalidade custar R$ 1.000, em simulação feita no site da Caixa, o estudante pagará, em um ano depois de formado, prestações de R$ 758,46.

Se financiar o curso inteiro, ao final, o universitário terá pago R$ 25.538,58 a mais que os R$ 48.000 que custaria a faculdade paga normalmente.

O Fies também financia o valor restante da mensalidade para quem tem bolsas parciais do ProUni.
As inscrições para o primeiro semestre de 2009 já estão encerradas.

Linhas de crédito particulares

Linhas de crédito particulares
O que é: empréstimos feitos por empresas privadas
Vantagem: em alguns casos, juros podem ser menores que o do Fies
Limitações: é preciso ter dinheiro durante a faculdade para pagar as parcelas ou a parte da mensalidade não coberta pelo empréstimo
Requisitos: estudar em instituição conveniada com a linha de crédito analisada
Empresas de crédito particulares também oferecem financiamento estudantis, com regras diversas. O UOL Vestibular fez simulações em duas delas.

A desvantagem dessas modalidades em relação ao Fies é que é necessário ter, já durante o curso, dinheiro para pagar as parcelas. Para uma mensalidade de R$ 1.000, o estudante terá de desembolsar R$ 583,90 mensais, em simulação feita no site da Idealinvest.

Ao terminar a faculdade de 4 anos, por exemplo, o estudante continuará pagando R$ 583,90 por mais 4. O curso de R$ 48.000 sairá, ao final, por R$ 56.054 - R$ 8.054 a mais que o valor normal.

No Instituto Educar o empréstimo é corrigido pelo INPC (Índice de Preços ao Consumidor) - em torno de 3,29% ao ano.

Em São Paulo, apenas cinco faculdades são conveniadas. Há limite máximo para o financiamento - 50% da mensalidade, por exemplo -, e o estudante começa a pagar três meses depois de formado.

A instituição seleciona os estudantes beneficiados por análise socioeconômica e redação.