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HISTÓRIA

A história do trote

25/02/10 - UOL Vestibular (AC) Imprimir

O trote tem uma história secular. A maioria dos estudiosos do tema concorda que os trotes têm origem na Europa da Idade Média, quando o conceito das universidades começou a ganhar dimensão.

No Brasil, os trotes apareceram bem mais tarde em relação aos países europeus. Essas brincadeiras tiveram os seus primeiros registros após a chegada da Família Real, em 1808, época em que surgiram as universidades no país. Mesmo assim, sem tradição, nos primeiros anos, os estudantes brasileiros seguiam o exemplo europeu, copiando principalmente os trotes utilizados na Universidade de Coimbra, em Portugal.

Na Europa da Idade Média, uma cena era comum: os veteranos não se misturavam com os calouros e, quase sempre, as aulas eram realizadas em locais diferentes. Além da separação, os bixos tinham as cabeças raspadas por questões higiênicas.

Palavra usada para designar a andadura dos eqüídeos, o trote significa que os estudantes que ingressam nas universidades precisam “aprender” com os mais antigos a “trotar”, ou seja, caminhar em direção a um novo universo.

Como é feito o trote
Organizado pelos estudantes mais antigos, os trotes normalmente são realizados nos primeiros dias de aula. No Brasil, a tradição mostra que os veteranos de um determinado curso ou área organizam as brincadeiras, que podem ser educativas, na maioria das vezes, ou violentas.

Os trotes são normalmente realizados dentro das universidades ou em locais freqüentados por estudantes, como repúblicas, moradias universitárias, casas universitárias, bibliotecas, parques e praças.

O trote começa geralmente quando um grupo de veteranos visita as salas de aula freqüentadas por calouros. Normalmente, não há aula na primeira semana do ano letivo – o novo grupo de estudantes participa de palestras, visita as instalações da universidade e organiza festas para promover a integração entre os colegas. Dentro deste contexto, os alunos mais antigos aproveitam o tempo livre para recepcionar os novatos.

Nos meses de fevereiro e agosto, é comum encontrar grupos de calouros pintados nos semáforos próximos das universidades. Eles pedem aos motoristas uma ajuda para o trote. A prática é conhecida como pedágio estudantil, e o dinheiro arrecadado geralmente é usado em festas de confraternização nos bares e centros acadêmicos.

Trotes violentos
Entre março de 1980 e fevereiro de 1999, muitos trotes violentos tiveram uma grande repercussão no Brasil, pois acabaram resultando na morte dos calouros envolvidos. Em março de 1980, Carlos Alberto de Souza, calouro da Universidade de Mogi das Cruzes (SP), não aceitou que alguns veteranos cortassem o seu cabelo. Revoltados, os estudantes que praticavam o trote agrediram Souza com socos e pontapés em todas as partes do corpo, que não resistiu aos atos de violência e morreu.

Dez anos depois, exatamente em março de 1990, o estudante de direito George Parreira Mattos morreu em conseqüência de uma parada cardíaca, quando tentava fugir de um trote, em Rio Verde (GO).

Em 1992, uma punição severa. O estudante de economia Alexandre Spencer Vasconcelos foi expulso da PUCSP por ter praticado um trote violento. No ano seguinte, a Unesp criou uma comissão para apurar trotes violentos e a PUCSP simplesmente baniu a prática dentro de duas instalações. Outras universidades brasileiras também seguiram o exemplo.

Mesmo assim, os trotes violentos continuaram. Em 1993, Ugo Luís Boattini Junior, aprovado no curso de engenharia da Unesp de Guaratinguetá (SP), abandonou a vaga depois de ser submetido a humilhações. O “calouro” foi muito agredido e teve um peso de sete quilos amarrado a seus órgãos genitais.

Em fevereiro de 1999, mais uma morte durante a realização de um trote. Calouro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Edison Hsueh foi encontrado morto na piscina da associação atlética dos alunos. A tragédia aconteceu um dia depois de o estudante participar de um churrasco oferecido pelos “veteranos”.

Depois da morte de Hsueh, a Justiça e as universidades agiram em conjunto para estabelecer algumas normas para o trote. Foi criada uma nova modalidade de recepção aos estudantes novatos, o trote solidário, que é o mais realizado atualmente.

Trotes educativos
Na maioria das universidades, os trotes educativos foram a resposta para manter a tradição de recepção aos calouros sem cenas de violência. A partir de 2000, as brincadeiras educativas ganharam espaço nas principais universidades brasileiras.

Entre os trotes educativos mais comuns no país estão as palestras feitas pelos novos alunos - os mais velhos determinam o tema. Nas principais universidades e faculdades do país, os veteranos costumam escolher um autor ou uma modalidade esportiva e pedem para os alunos fazerem uma abordagem crítica diante de outros estudantes.

Além das brincadeiras educativas, os calouros também costumam ser recepcionados por outros tipos de trotes: solidário (campanhas de doação de sangue ou arrecadação de alimentos e roupas), ecológico (plantar árvores em determinadas áreas e participar de campanhas pela preservação da natureza), cidadão (trabalhar um dia em uma comunidade carente), social (visitar internos em hospitais, creches e asilos) e cultural (visitar museus, livrarias).

Se você é calouro e foi “convocado” para participar das brincadeiras, o melhor é manter o espírito esportivo. O trote faz parte da tradição universitária de quase todos os países do mundo. Também é recomendável não reagir e evitar a violência em qualquer circunstância.




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