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Bruno Siliprandi Pinto

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 Países pobres freiam emissões de gás estufa

 
Economia de energia ou redução de poluentes ajudaram contra aquecimento global. Segundo relatório da ONU, ações de Brasil, China e Índia já tiveram impacto positivo.

Nações em desenvolvimento que se industrializam rapidamente, como China e Índia, têm freado o aumento das emissões de gases geradores do efeito estufa num nível superior aos cortes totais exigidos das nações ricas pelo Protocolo de Kyoto.

Um relatório preliminar da ONU, a ser divulgado na sexta-feira (04/05/07) em Bangcoc após conversas entre governos e cientistas, também mostra que as políticas destinadas a conter a poluição de fábricas ou carros ou para economizar energia tiveram o efeito colateral de combater o aquecimento global.

"Esforços realizados por países em desenvolvimento (Brasil, China, Índia e México), por razões outras que a mudança climática, reduziram o crescimento das suas emissões ao longo das últimas três décadas em aproximadamente 500 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano", segundo um esboço técnico obtido pela reportagem.

Esse montante seria "mais do que as reduções exigidas das nações desenvolvidas pelo Protocolo de Kyoto". As emissões anuais da França em 2004 foram de 563 milhões de toneladas, as da Austrália foram de 534 milhões e as da Espanha foram de 428 milhões.
Os dados podem provocar um debate sobre qual é a divisão justa das reduções sobre as emissões em qualquer acordo que prorrogue e amplie Kyoto, que atualmente obriga 35 nações industriais a cortarem as emissões em 5% em relação aos níveis de 1990 até 2008-12.

O presidente George W. Bush retirou os Estados Unidos de Kyoto em 2001, argumentando que ele custaria empregos nos EUA e que excluía erradamente as metas de 2012 para países mais pobres, como a China.

"A China já está fazendo muito", disse Hu Tao, da Administração Estatal de Proteção Ambiental da China.

  • Filho único

Ele disse que a política da China de um filho por casal, introduzida no começo da década de 1980, por exemplo, teve o efeito colateral de frear o aquecimento global ao limitar a população a 1,3 bilhão, contra o 1,6 bilhão projetado sem a política.

"Isso reduziu as emissões dos gases do efeito estufa", disse ele em uma conferência em Oslo.

A China é o emissor de gases do efeito estufa número 2, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, atrás dos Estados Unidos e à frente da Rússia.

Nações em desenvolvimento argumentam que elas deveriam receber créditos por políticas que ajudaram a desacelerar o crescimento das emissões. Elas notam que as nações do leste europeu em Kyoto recebem crédito pelo colapso das fumacentas indústrias da era soviética -- sem relação com os esforços deliberados para lutar contra o aquecimento global.

A Rússia, por exemplo, aparentemente fez mais entre as nações de Kyoto, com uma queda de 32% nas emissões entre 1990, um ano antes da desintegração da União Soviética, e 2004.

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Fonte: NA - Adaptado de Globo: G1 - Clima - 2 de maio de 2007
Postado por: FK - 18/05/09
 

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