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 No rastro dos dinossauros - paleontólogos

 

Toda criança, ou quase toda, tem uma fase dinossauro. Mas, para algumas delas, o fascínio não passa.

É o caso de boa parte dos paleontólogos, profissionais formados pela Biologia ou pela Geologia que investigam como eram os organismos e os ecossistemas do passado geológico da terra.

– Vi meu primeiro esqueleto de dinossauro montado no Canadá, aos quatro anos, com meus pais. Nunca mais esqueci, e o interesse só aumentou – conta o biólogo Marcel Baeta Lacerda Santos, 27 anos.

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Positivo, de Curitiba, em 2007, Marcel mudou-se para o Estado para iniciar o mestrado no Departamento de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A ideia é seguir a carreira de pesquisador fazendo o que mais gosta: estudar os dinossauros. Mas as oportunidades do mercado vêm surpreendendo o paleontólogo. Ainda na faculdade, atuou na estreia da exposição Mundo Jurássico no Brasil, em Curitiba. Agora, como mestrando da UFRGS, está novamente trabalhando na orientação do público na mostra que já passou por países da América Latina e está em Porto Alegre, em cartaz até o dia 27/07/2009.

– As pessoas sempre pagaram para eu parar de falar de dinossauros. Agora, eu ganho para isso – brinca o biólogo.

Em um espaço coberto, onde é possível circular entre 21 dinossauros robôs que se movimentam, Marcel ensina e se diverte. Como pesquisador, está colocando em prática a habilidade de ensinar e de saciar a curiosidade dos visitantes, sejam eles crianças ou adultos desacompanhados.

– A TV e o cinema mostram os dinossauros como monstros fadados à extinção. A exposição mostra animais fascinantes que, devido ao processo de vida do planeta, acabaram extintos ou evoluíram em forma de aves – diz o pesquisador.

No curso de Ciências Biológicas, definir a carreira antes mesmo do vestibular, como ocorreu com Marcel, não é tão incomum. Conforme a professora Guendalina Turcato Oliveira, coordenadora do curso da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), muitos chegam com uma ideia sobre a futura atuação em áreas que estão mais na mídia como genética e ambiente. Mas o curso surpreende:

– O aluno é apresentado a um mundo onde a vida é vista de todas as formas e pode se interessar por mais áreas do que imaginou. O importante é ter vivência, ler muito e aproveitar o tempo na universidade. É só com essa caminhada que dá para fazer uma escolha tranquila e trabalhar no que realmente gosta – diz.

Preste atenção!
Biologia exige do profissional pós-graduação para boa inserção no mercado

 

O que é paleontologia
Ciência que estuda evidências da vida pré-histórica preservadas nas rochas, os fósseis, e elucida não só o significado evolutivo e temporal das descobertas, mas a aplicação na busca de bens minerais e energéticos. Para ter sucesso nesse campo, o paleontólogo precisa adquirir conhecimentos geológicos e biológicos.




Fonte: Zero Hora
Postado por: MA 08/07/09
 

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