Quem já participou do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) sabe que o Inep mantém uma série de regras sobre os objetos permitidos na sala de prova. Acessórios eletrônicos e outros objetos pessoais precisam ser guardados em um envelope plástico fornecido pelos fiscais até o fim da aplicação do exame. Entre os itens proibidos está a calculadora.
Mas sabia que existe um caso específico em que o uso do aparelho é autorizado durante a prova? A exceção está prevista no Edital do Enem 2026 e vale apenas para certos participantes.
Atendimento especializado para discalculia
O Inep, responsável pela aplicação do Enem, oferece atendimento especializado para candidatos com deficiência, transtornos específicos, mobilidade reduzida ou outras condições físicas, mentais, sensoriais e psicológicas que demandem recursos de acessibilidade. Entre as condições previstas está a discalculia, transtorno que afeta habilidades matemáticas e de cálculo. Nesses casos, é permitido o uso de calculadora durante o exame.
A calculadora é disponibilizada exclusivamente no segundo dia de provas, que reúne as questões de Ciências da Natureza e Matemática. Apesar da liberação, existe uma regra importante: o participante não pode usar sua própria calculadora e deve utilizar apenas o equipamento fornecido pelo Inep.
A discalculia é um transtorno de neurodesenvolvimento que compromete a capacidade de compreender e lidar com números. Pessoas com essa condição apresentam dificuldades em habilidades matemáticas consideradas esperadas para sua faixa etária, como compreender sequências numéricas e realizar operações matemáticas.
Para solicitar atendimento especializado no Enem 2026, o participante deve fazer o pedido durante o período de inscrição, que está aberto até 5 de junho, e anexar documentos que comprovem a condição informada, seguindo as regras do Edital. O pedido passa pela análise do Inep e, caso a solicitação seja negada, é possível entrar com recurso entre os dias 22 e 26 de junho.